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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Icteridae
 Vigors, 1825
Subfamília: Dolichonychinae
 Ridgway, 1912
Espécie: D. oryzivorus

Nome Científico

Dolichonyx oryzivorus
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Bobolink


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Triste-pia

O triste-pia é uma ave passeriforme da família Icteridae. É o único menbro do gênero Dolichonyx,

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) dolikhos = longo; e onux = garra; e do (latim) oryza = arroz; e vorus, vorare = devorador, comedor de. ⇒ (Ave) com garra longa que devora arroz ou comedor de arroz com garra longa.

Características

Mede mede aproximadamente 16 centímetros de comprimento e pesa entre 37,1 e 47 gramas, sendo o macho mais pesado que a fêmea da espécie. Apresenta acentuado dimorfismo sexual.
O macho adulto da espécie, quando em plumagem reprodutiva apresenta a coloração preta em sua maior parte, uma distinta mancha de coloração camurça na nuca, esta mancha inicia no alto da cabeça e se estende até o encontro com o manto. Esta mancha pode se apresentar mais ou menos desenvolvida. O restante da cabeça, o peito, o ventre, o crisso e as penas subcaudais são pretos. O dorso e uropígio são cinza, com variações que se apresentam esbranquiçadas. A cauda é rígida, pontuda e negra. As asas possuem os escapulários brancos, contrastando com as coberteiras e rêmiges que são pretas com bordas brancas.
As íris são marrom escuras, o bico é preto com uma mancha cinza na base da mandíbula inferior. As pernas são de coloração marrom rosada.
Com sua plumagem de eclipse, o macho é semelhante a fêmea da espécie, mas apresenta manchas enegrecidas na garganta. Suas asas são marrons com estrias claras e sua cauda é rígida, pontuda e lisa, não apresentando barras como aquelas encontradas em indivíduos do gênero Sturnella. Em fevereiro e março, no final do verão do hemisfério sul, encontramos indivíduos com uma plumagem intermediária entre a plumagem nupcial e a plumagem de eclipse.
A fêmea em plumagem de eclipse reprodutivo, apresenta a cabeça quase inteiramente camurça ou bege. Apresenta uma distinta sobrancelha clara, longa e larga que é realçada por uma faixa pós-ocular escura. O alto da cabeça é escuro e é dividido em duas partes por uma lista central pálida. A garganta é branca, a porção inferior (peito ventre e crisso) apresenta coloração bege. O peito e os flancos do ventre apresentam estrias escuras. O bico apresenta coloração muito característica rosa com uma mandíbula muito clara, e uma faixa negra no cúlmen. A fêmea na fase de eclipse nupcial apresenta sua coloração camurça com um tom mais alaranjado que os machos em sua fase de eclipse reprodutivo, a porção estriada do flanco do seu peito é mais intensa e seu bico é rosa brilhante.
Os juvenis são semelhantes às fêmeas em fase não nupcial. As partes inferiores são bege de maneira uniforme, com exceção dos flancos do peito onde apresentam estrias escuras quase imperceptíveis.
Registrado apenas como visitante da América do Norte, onde é chamado de Bobolink, lembra a fêmea de Sturnella militaris, porém de cauda rígida e unha traseira longa, faixa branca superciliar e outra ao lado do vértice, e com lado inferior amarelado. Entre janeiro e março, quando regressa ao hemisfério norte, muda toda a plumagem.
CLIQUE AQUI para ver o macho com seu traje nupcial.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

O triste-pia é um pássaro de hábito diurno, predador terrestre de insetos e forrageiro de sementes. Sua alimentação está diretamente associada a disponibilidade de alimentos e as condições meteriológicas. Em maio, os machos se empanturram de sementes de dente de leão e, ocasionalmente, comem larvas de borboletas da família Arctiidae. A alimentação capturada e entregue aos ninhegos consiste de borboletas, vespas, larvas de insetos, bem como uma ampla variedade de efemérides. A partir de junho, os machos começam a alimentar-se de sementes de várias plantas forrageiras presentes no habitat. Durante sua migração, o triste-pia alimentam-se em campos de arroz. (Lawyer, 1918; Renfrew e Saavedra, 2007; Wittenberger, 1978; Wittenberger, 1980; Wittenberger, 1982).

Reprodução

Os triste-pia são poligâmicos, os machos podem ser capazes de acasalar com até 4 fêmeas. O período de nidificação vai do final de abril até início de junho no hemisfério norte. É comum estas aves muitas vezes voltarem para os mesmos locais de reprodução a cada ano, embora possam escolher uma nova área de reprodução se sua área anterior já não for a ideal. As fêmeas constroem seus ninhos em forma de xícara rasa, são construídos de gramíneas e outros materiais vegetais. São construídos geralmente no solo em áreas de pastagem. Estas aves têm tipicamente apenas uma ninhada por ano. A postura é de 3 a 7 ovos com manchas cinza ou canela. Os ovos são incubados pela fêmea por cerca de 10 a 13 dias. Os filhotes adquirem sua plumagem entre o décimo e o décimo quarto dia, mas não são capazes de voar durante vários dias adicionais. Os filhotes tem o habito de sair do ninho e se esconderem dos predadores na grama alta ao redor dele. (Dechant, et al., 2001; Engels, 1962; Gavin, 1991; Petersen e Meservey, 2003; Semenchuck, 1992).

Hábitos

Vive em pântanos, campos e plantações de arroz e sorgo.

Distribuição Geográfica

Nativa da América do Norte, realiza migrações em direção ao sul até a Argentina, Brasil e Paraguai.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos